FEBRE DE OROPOUCHE

fatores de risco provocados pelo mosquito Culicoides paraensi

Autores

Palavras-chave:

Arbovirose, Vetor, Prevenção

Resumo

Introdução: A febre da Oropouche é uma doença causada por um arbovírus da família Peribunyaviridae, transmitido aos humanos pela picada do mosquito Culioides Paraensis infectado, sendo considerada uma doença emergente, subnotificada e um problema de saúde pública, tornando-a a segunda arbovirose mais frequente no Brasil. Método: Trata-se de uma revisão bibliográfica do tipo integrativa da Literatura, onde compreende a identificação dos fatores de risco provocados pelo mosquito C. paraensi que provoca a febre de Oropouche. Como ferramenta para o estudo foram utilizados dados dos Scientific Eletronic Libriany online (Scielo), Google acadêmico, Lilacs, Pubmed, Science Direct e Biblioteca Virtual de Saúde (BVS). Resultados: Os principais sintomas da doença incluem dores musculares e nas articulações, febre e em alguns casos complicações hemorrágicas e neurológicas. Nos casos graves onde a infecção atinge o sistema nervoso, os sintomas mais comuns são febre alta, dor de cabeça intensa, disfunção do equilíbrio e fotofobia. A transmissão ocorre predominantemente em áreas de florestas e ao redor de corpos de água, e o aumento dos casos e propagação dos mosquitos está relacionada aos desmatamentos, mudanças climáticas e expansão urbana. No Brasil as principais regiões com maiores índices de casos são o Amazonas, Acre e Rondônia, mais também há notificação da doença em toda a América Latina. Por ser uma arbovirose com sintomas parecidos com outras doenças virais, há a dificuldade dos profissionais em diagnosticá-la de forma precoce e correta, o que facilita a evolução de casos graves. O vírus da Oropouche deve ser incluído no diagnóstico diferencial da síndrome febril aguda, principalmente nas áreas de alto risco de transmissão. Conclusão: Diante disso observa-se a necessidade de capacitar os profissionais de saúde para atendimento e manejo correto da infecção, e implementar medidas de prevenção e controle do vetor, já que ainda não existe outra forma de prevenção da doença a não ser controlar a transmissão.

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Publicado

2025-03-31

Edição

Seção

Enfermagem em Saúde Pública